Com cerca de 17500 hectares, é o último refúgio para animais como a onça-pintada, a anta e o gavião-real (harpia) no Rio Grande do Sul. Por tais atributos é considerado por muitos ambientalistas como a área mais importante para conservação da fauna gaúcha ameaçada de extinção. O principal atrativo turístico do parque é o Salto do Yucumã, a maior queda d’água longitudinal do mundo, com 1800 metros de extensão. No contexto atual, o Parque Estadual do Turvo se destaca por ser a última porção significativa da formação vegetal do Alto Uruguai no Estado do Rio Grande do Sul.
Criado através do Decreto Estadual n° 2.312, de 11 de março de 1947, como Reserva Florestal, o Parque Estadual do Turvo foi uma das primeiras unidades de conservação instituídas no Rio Grande do Sul em 1954, através da Lei nº 2.440, de 02 de outubro de 1954, sendo a maior área protegida de proteção integral do Estado.
O parque é aberto de quarta a domingo, com horário de entrada a partir das 8:00 até as 16:30. Segundas e terça-feiras o parque é fechado. Localizado junto ao portão de entrada, o Centro de Visitantes dispõe de Mostra de Biodiversidade, Espaço de Educação Ambiental, Auditório e Banheiros. Neste prédio também funcionam os Setores de Apoio Técnico e Monitoria Ambiental, de Administração e de Fiscalização.
Nos arredores desta área há a Trilha das Lagoas, que percorre áreas de floresta primária em um percurso de 1300 metros. A trilha é de dificuldade fácil/média, porém recomenda-se acompanhamento de algum monitor ou guia. Do portão de entrada até a área de lazer do Salto do Yucumã há uma estrada de cascalho de 15 km, que devem ser percorridos por veículo particular do visitante. Na área de lazer do Salto existem duas trilhas, a das onças e a do Yucumã. A primeira tem distância de 1500 metros, e por conter terreno relativamente acentuado é considerada de dificuldade média/difícil. A trilha do Yucumã possui 1000 metros (ida e volta), sendo a trilha mais procurada pelos visitantes pelo acesso ao Salto do Yucumã. Existe ainda uma quarta trilha, a do Campestre, que é a maior delas, com 8 km de extensão (ida e volta). Essa trilha no entanto situa-se em outra localidade do parque é é restrita a atividades de educação ambiental, pesquisa e outras afins, como observação de aves.
Com mais de 300 espécies já registradas para a área do parque e entorno, é um dos melhores locais pra observar e fotografar aves no Rio Grande do Sul. A melhor época é sem dúvida entre setembro de novembro, porém o Turvo sempre pode surpreender o observar com aparições raras e emocionantes. Destacam-se no parque algumas espécies ameaçadas de extinção e endêmicas da Mata Atlântica, como o macuco, a jacutinga e o pica-pau-de-cara-canela. A avifauna do parque também recebe grande destaque em relação aos rapinantes, ocorrendo mesmo os mais raros, como o gavião-de-penacho, o tauató-pintado e a harpia.